Consumo de drogas e anabolizantes na adolescência irá prejudicar a saúde do homem adulto

Homem jovem


Da redação: DEVITO  | devitooficial@yahoo.com Informações: Jornal USP

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo exagerado de substâncias nocivas entre adolescentes e jovens adultos do sexo masculino é um desafio crescente que deve ser levado mais a sério. 



No Brasil os adolescentes consomem mais álcool que a média dos adultos, e os efeitos desse consumo exagerado terá consequências para a vida toda.

“Tanto o cérebro quanto os órgãos sexuais estão em desenvolvimento neste momento. O que a gente percebe é que a utilização de qualquer substância tóxica nesta idade tem efeitos para a vida toda. E, muitas vezes, esses efeitos são imperceptíveis durante décadas. Porém, existe uma associação muito grande em, por exemplo, consumo de álcool e diabete no adulto, hipertensão no adulto, a falta de produção de hormônio e casos de depressão". Alerta o professor Jorge Hallak, urologista da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). 

Além das bebidas alcoólicas existe uma preocupação com o uso de maconha por conta das substâncias psicoativas presentes. “A maconha que se consome hoje não é a maconha de antigamente. Hoje, a parte que causa dependência vai de 9% a 17%, ela tem mais THC por grama de planta. Acontece que a associação de álcool com a maconha potencializa um ao outro para o lado ruim. No nosso entendimento como pesquisador, ela tem efeito no sistema nervosos central, como a esquizofrenia e a depressão.” 

Para completar a um aumento no uso de anabolizantes entre esses jovens, seus efeitos são diferentes daqueles produzidos biologicamente com a produção de testosterona. Quando é introduzida no organismo de forma externa, o corpo começa a detectar que já existe muita testosterona e para de enviar estímulos de produção do hormônio aos testículos. Os problemas, então, surgem. “O indivíduo está ficando ‘fortinho’, mas está tendo um mecanismo de perda de função testicular e, com isso, há uma perda de volume no testículo, ele perde tamanho”, explica o urologista.

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