Alongamento Muscular: suas implicações na performance e na prevenção de lesões. Mito ou Verdade?


Da redação: Rafael Rios | desportooficil@yahoo.com

Que tal começarmos essa matéria falando um pouco sobre alongamento?

Algo tão simples de ser executado, porém deixa dúvidas quando questionado sobre seus benefícios, se previne ou não uma lesão.
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Os questionamentos são os mais variados possíveis, porem baseando em pesquisas como base de dados o Medline, Lilacs, Pubmed e entre outros sites relacionados com o tema podemos destacar algumas observações.
 
Pois os exercícios de alongamento estão entre os mais comumente utilizados na reabilitação e na pratica esportiva, técnicas que propiciam um aumento de extensibilidade musculotendínea e do tecido conjuntivo muscular e periarticular, levando a um aumento da flexibilidade: no caso do alongamento passivo, o ativo e a facilitação neuromuscular proprioceptiva.

Sempre realizado de forma lenta e gradual para evitar respostas neurológicas do reflexo do estiramento e estimular a atividade dos órgãos tendinosos de Golgi, orienta-se realizar antes de qualquer treinamento físico em todos os níveis de desportos.

Segundo Bandy e Iron os alongamentos de 30 a 60 segundos são eficazes para obter ganho de amplitude de movimento (ADM), Magnusson descreve em seus achados uma diminuição na rigidez muscular com um aumento na tolerância ao alongamento.

Quando se trata de performance, pode diminuir quando ela for atribuída a um aumento da flexibilidade na unidade musculotendinea, levando a uma diminuição da sua capacidade de absorver energia na fase excêntrica dos movimentos, sendo um efeito negativo quando envolve produção de força explosiva, segundo Young e Elliott.

Quando falamos sobre reduzir o risco de lesões musculares durante a atividade física, temos um conflito de opiniões, porém é comum atletas realizarem alongamento muscular antes do exercício ou treino com o objetivo de prevenir lesão. Porém os autores Shehab e Pope constatou-se que a prática de alongamento não foi capaz de produzir uma redução significativa na incidência de lesões, sendo que está comprovado que essa incidência está relacionada a fatores como: 

- Idade;
- Nível de condicionamento físico;
- Tipo de alongamento;
- Frequência do treino;
- Duração;
- Fraqueza muscular;
- Falta de flexibilidade;
- Excesso de peso;
- Doenças predisponentes;
- Anormalidades anatômicas;
- E Intensidade;

Então a etiologia, os fatores de risco e o mecanismo de lesão precisam ser identificados antes de iniciar uma medida ou programa para prevenir lesões contribuindo dessa forma para melhores resultados.


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